Not(Born to be wild)
Já ouviram a expressão “a verdade dói”. Ela é bem levada ao sentido literal quando o assunto é andar de moto em São Paulo. Esse post é para contar mais um pequeno caso que me ocorreu recentemente.
Conforme meu amigo Eloi disse em seu blog: “andar no corredor é um ato de fé no próximo “. Na verdade andar num veículo que não para sozinho em pé já é um exercício de fé. E o problema é o excesso dessa fé que as vezes nos prega peças. No meu caso não foi diferente, já caí diversas vezes de moto. Talvez a vespinha seja mais propícia para cair sem se quebrar muito ou talvez a idade esteja cobrando o seu preço mas o fato é que depois que comecei a andar de moto de novo, a minha primeira queda fraturei o pé e queimei a perna. Um tempo sem moto, depois retornei. Aí no começo é cheio de dedos, aos poucos se pega confiança, começa a andar bem e… a sua fé começa a ultrapassar o seu medo. Esse é o ponto crítico, pois a partir desse ponto os acidentes podem ocorrer.
Comigo não foi diferente e pelo que vi nunca vai mudar. De tempos em tempos vou estar com fé em demasia somado a algum stress externo e aí voltarei a cair novamente torcendo para que a loteria das quedas não me faça ficar muito tempo fora do trabalho ou com alguma deficiência incurável.
E é claro que aconteceu novamente. Caí durante o meu trajeto habitual para o serviço. Um misto de velocidade mais imprudência mais chão úmido e sujo fizeram com que eu derrapasse a roda da frente e ser arremessado um pouco a frente da moto. Infelizmente durante a queda meu ombro direito foi o primeiro a atingir o chão e receber todo o peso (peso maior que o normal pois o corpo está em deslocamento, a física explica isso). Como conseqüência do impacto a clavícula não aguentou e se quebrou completamente. Raio-X logo abaixo.
Posso dizer que mais uma vez fui afortunado pois dessa vez não houve maiores complicações. Não perdi a consciência e me levantei prontamente após a queda mas com fortes dores no ombro e com um calombo na região da clavícula. Consegui coordenar as coisas e ainda me encaminhar para um pronto socorro com minhas próprias pernas.
Apesar de uma lesão como essa, a dor era totalmente controlada e os doutores (passei por alguns) me disseram a mesma coisa. Por conta da posição da ruptura a unica solução é uma intervenção cirúrgica para colocação de uma placa para firmar a clavícula. Como o acesso ao osso é muito simples, com pouca carne até ele a operação foi rápida, cerca de uma hora apenas e não exige um mestre em ortopedia para fazê-la. Daí passei pelo procedimento, ganhei uma placa e 7 parafusos conforme raio-X abaixo.
Estou ainda em recuperação. Fiquei alguns dias de tipóia e agora já fui liberado dela. Agora deve rolar uma fisio e torcer para que eu consiga fazer todos os movimentos do braço que eu fazia antigamente.
Bom, moral da história: chega de moto para mim. Já foram dois incidentes mais ou menos complicados e não estou afim de descobrir qual seria o próximo. Daqui pra frente posso no máximo andar de moto aos finais de semana, para passear com minha esposa. Dia a dia vai ser de carro enfrentando as loucuras do trânsito dessa cidade aprisionado, mas melhor protegido.
Sei que sentirei saudades da vida em duas rodas, mas para mim esta será a solução mais acertada.




É mas vc disse tudo… foi seu excesso de confiança…
faça como eu dirija no cagaço sempre…rs
e com os carros em movimento nunca pego corredor, só com eles parados e não passo da velocidade da via quando faço isso…
pq faço isso? cagaço…rs
uma moto grande resolveria seu problema, pois não poderia usar tanto o corredor só quando desse mesmo…
julho 13, 2011 às 5:35 am